EJACULAÇÃO PRECOCE Causas e tratamentos

Tema de difícil abordagem, a ejaculação precoce remete os homens que dela sofrem ao silêncio, à frustração e ao isolamento social e amoroso. Trata-se de um problema em que as técnicas mais comuns e divulgadas – a squeeze technique e o método stop and go – de carácter cognitivo-comportamental falham redondamente.

Contudo, existe um tipo de abordagem – médica e farmacológica – menos conhecida da maioria mas bem mais eficaz, embora ainda não completamente como seria desejável.

Não obstante, o que a investigação séria e credível nos diz é que a ejaculação precoce (ou ejaculação prematura) é um fenômeno do sistema nervoso central e não do domínio da história pessoal ou das más experiências supostamente indutoras de um padrão de comportamento e de expectativa ansiosa que se estabelece e que se tende a auto-reforçar.

Nem tão pouco a ejaculação prematura se deve a um mecanismo de projeção inconsciente, enraizado no ódio à figura materna e por extensão e má influência desta às restantes mulheres.

Fique atento a este site, pois procurarei habitualmente colocar ao seu dispor informação relevante, tanto no domínio da investigação médica-científica como no domínio da abordagem clínica, com base em terapias realmente credíveis e testadas.

ADVERTÊNCIA

Qualquer um dos medicamentos referidos neste site deve ser prescrito e tomado com o devido acompanhamento médico. Este site não promove ou aconselha qualquer prática de auto-medicação.

O objectivo deste site consiste em dar a conhecer tratamentos eficazes e seguros aos homens que sofrem de ejaculação precoce, também conhecida como ejaculação prematura, ejaculação rápida ou «vir-se demasiado cedo ou depressa».

INTRODUÇÃO

Já alguma vez deu consigo a pensar, durante o visionamento de um filme pornográfico: «como é que estes tipos aguentam tanto tempo e não se vêm logo?!».

Se o leitor sofre de ejaculação precoce, já deve ter reparado que por vezes estes indivíduos, mesmo contracenando com mulheres extremamente sensuais e voluptuosas, demoram algum tempo até ficarem com uma ereção digna desse nome, mantendo-se o pênis num estado de semi-rigidez que se mantém por minutos, mesmo durante as inúmeras carícias e técnicas bucais que as parceiras lhes dispensam com toda desenvoltura e satisfação.

Fazendo as contas, desde o início de uma sequência de vídeo até ao seu desfecho (atenção: não confundir a duração de uma sequência de planos de imagem com a duração total de um “encontro amoroso”, que compreende várias fases – diálogo incipiente, preliminares, coito, orgasmo na mulher e ejaculação no homem – cada uma delas com a sua sequência de planos e respectivos cortes) passam-se por vezes 5, 10 ou 15 minutos sem que os indivíduos percam o controlo e ejaculem antes do tempo.

Pode-se sempre argumentar que esses “atores de filmes para adultos” recorrem a substâncias ilícitas que lhes conferem essa capacidade de aguentar o tempo necessário para satisfazer as parceiras de cena e atingir os objectivo dos realizadores e produtores que os contratam; mas, em última análise, o que provavelmente acontece é que esses indivíduos são excepcionalmente dotados em controlar a sua excitação sexual, especialmente o seu reflexo ejaculatório, não porque recorram a alguma técnica aprendida nalgum livro do tipo Kama Sutra, mas porque são “atletas sexuais” por natureza, destacando-se dos seus congêneres precisamente por essa característica que acaba por ser selecionada pelo meio em que circulam.

Se nem todos os homens têm a capacidade e o dom de como retardar a ejaculação no momento em que ejaculam a gosto, mantendo-se “em riste” por 15, 20 ou 30 minutos, também não é razão para que se desvalorize o desconforto e a frustração associados a um quadro de ejaculação prematura, como muitos doutos e intelectuais pretendem fazer crer, defendendo a ideia de que o orgasmo simultâneo constitui uma infantilidade, própria dos mais jovens e/ou imaturos; ou que língua e dedos são perfeitamente suficientes para levar uma mulher aos píncaros do prazer.

O mesmo se poderá dizer de um vibrador, que também é suficiente para dar consolo a uma mulher na ausência de um homem; mas pergunte-se-lhe qual a sua preferência e certamente adivinhará de antemão a resposta, descontando todo o folclore, anedotas e piadas de mau gosto que se possam contar a este respeito.

Do ponto de vista biológico, a humanidade está em permanente evolução, lenta mas inexorável, à semelhança de outras espécies que connosco habitam o planeta Terra. O que outrora pôde constituir uma vantagem adaptativa – a saber: a capacidade de ejacular rapidamente e com isso aumentar as probabilidades de transmissão dos genes à geração seguinte, entre encontros fugazes e ocasionais, procurando desta forma minimizar a vulnerabilidade decorrente da exposição a um rival ou predador em semelhante contexto – hoje, tendo em conta as melhores condições de conforto e segurança que os homens lograram alcançar no decurso de milênios de evolução e melhoramento sócio econômico, constitui claramente uma séria desvantagem para o homem que sofre de ejaculação precoce, na medida em que o sexo acabou por se revestir de um carácter bem mais lúdico e prazenteiro, especialmente nas sociedades mais desenvolvidas e abastadas, em que a pressão biológica para procriar, ainda que existente, não se faz sentir de forma tão premente e, pelo contrário, se mescla de um modo mais requintado e atrativo com a vertente social e econômica. Sem pôr em causa o que atrás se disse, a vertente biológica e procriativa que o sexo sempre teve como único meio conhecido de assegurar a continuidade da espécie humana, tal como a conhecemos, manter-se-á ainda por muitos e bons anos, porventura séculos e milênios, mesmo que as técnicas e os meios de se alcançar este desígnio possam mudar – como certamente mudarão.

Não obstante, continuará a ser necessário, nos tempos mais próximos, a fusão de um gâmeta masculino e de um gâmeta feminino de modo a gerar-se uma nova vida humana.

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