Tema Ejaculação Precoce

Estima-se que 1 em cada 3 homens sofre de ejaculação precoce. Não obstante, não sou hipócrita ou condescendente o bastante para fingir que o facto de se saber que este distúrbio sexual afeta cerca de um terço dos homens minora o problema de quem dele sofre; apenas quero salientar que o leitor não é o único (ainda que possa estar sozinho perante o mesmo) e como tal, pelo simples facto de esta disfunção ser relativamente comum, constitui um mercado suficientemente apetecível para as empresas de biotecnologia e para as farmacêuticas, havendo assim a esperança de que logo, logo estas entidades porão à disposição dos ejaculadores precoces produtos de eficácia e segurança comprovada, sem qualquer semelhança com as ervas e preparados de propriedades supostamente afrodisíacas, que em muitas partes do mundo têm levado, a par de outras razões, à quase extinção de certos animais selvagens. É desta esperança que lhe pretendo falar de seguida.

A teoria vigente entre os sexólogos e psicoterapeutas afilados ou adeptos da escola freudiana é que a origem da ejaculação precoce no homem remonta a um período do seu desenvolvimento psicossexual infantil que culmina no chamado complexo de Édipo, por volta dos 5-6 anos de idade.

Quando o desenlace desta verdadeira encruzilhada afetiva se faz de modo incompleto ou insatisfatório, defendem estes, estamos na presença de um complexo de Édipo mal resolvido, origem de todas as perversões, taras e manias, a que tecnicamente se dá o nome de parafilias.

Quando mal resolvido, os entendidos alegam que os recalcamentos psicológicos advindos da proibição simbólica do incesto dão, anos mais tarde, origem aos seus efeitos nefastos, de modo inconsciente, por exemplo na forma do afeto negativo (rancor) para com a figura materna (geradora de frustração sexual decorrente do próprio tabu do incesto) mediante a projeção desse rancor nas mulheres com quem o futuro homem irá lidar.

Por outras palavras, os terapeutas sexuais defendem que o homem que sofre de ejaculação precoce procura, de forma infantil, inconsciente e desadequada vingar-se retrospectiva de sua mãe, na figura das mulheres do presente, frustrando-as – tal como sua mãe o frustrou na infância – e negando-lhes a fruição do prazer sexual, mediante a consumação do ato sexual de forma rápida e impessoal.

Chama-se a atenção dos leitores que esta teoria sobre as causas da ejaculação precoce não tem qualquer fundamento empírico nem está de modo algum apoiada por qualquer estudo credível e imparcial, que recorra às técnicas do método científico, que deixe falar a voz dos factos e não a voz das figurantes veneráveis e de autoridade.

Experiência pessoal

Tenho sofrido desde muito novo de problemas psicológicos, nomeadamente fobias, ansiedade e depressão recorrentes. A minha insegurança e timidez levou a que até hoje, já na casa dos trinta, nunca tenha tido qualquer relação sexual. Não obstante esta minha confissão, espero que a referência aos meus problemas do foro psicológico e da minha personalidade não toldem o espírito do leitor nem o levem a desprezar a informação que lhe pretendo disponibilizar. Sobretudo, não pense que pelo simples facto desta minha faceta nada ter de comum com o seu caso pessoal seja o bastante para invalidar os factos que lhe pretendo dar a conhecer. Se faço referência a estes por iniciativa própria é tão somente para que:

1) não confunda causa com efeito, como muitos o fazem – mesmo entre “especialistas” do ramo;

2) saiba que a verdadeira medicina sexual já funciona em muitos casos e que de futuro tenderá a funcionar ainda melhor; e

3) aprenda a distinguir entre o argumento da autoridade e a evidência dos factos.

Existe ainda uma outra razão pela qual decidi partilhar consigo esta referência de carácter privado: é que, sendo uma pessoa desconfiada e medrosa por defeito, nunca aceitei tomar medicamentos de âmbito psiquiátrico até ao momento em que os meus problemas psicológicos atingiram uma proporção tal que me vi forçado a recorrer a estes contra minha vontade, pelo que pode confiar no testemunho do meu caso pessoal pois este é imparcial e desinteressado.

Nada tenho a ganhar caso decida acreditar nas minhas palavras, nem tão pouco a perder em caso contrário. Apenas quero deixar bem claro que, embora a resolução (ainda que temporária) de um problema (o da ejaculação precoce) não tenha significado que a minha vida tenha passado a ser magnífica e me tenha tornado uma pessoa feliz, o meu caso pessoal (ainda que não generalizável) prova à saciedade e sem grande margem para dúvida que a ansiedade associada a um bom desempenho sexual e o medo concomitante de falhar não são a causa da ejaculação precoce primária mas sim o efeito – ou quando muito estão correlacionadas e fazem parte do mesmo quadro clínico que caracteriza a minha dificuldade de socialização e consequente inépcia face à melhor forma de como interagir com o sexo oposto.

Como já disse, o facto de sofrer de problemas psicológicos e de estes terem piorado nos últimos anos levou-me a ter de ser medicado com um ansiolítico da classe das benzodiazepinas (cloxazolam) e um antidepressivo do grupo dos tricíclicos (clomipramina).

À parte de uma ligeira sonolência nos primeiros dias, o primeiro medicamento produziu o efeito esperado: deixou-me mais tranquilo e melhorou a qualidade do meu sono, sobretudo quanto à dificuldade em adormecer e ao despertar precoce.

Quanto ao segundo medicamento (o que mais me preocupava) começou por me dar ligeiras náuseas de vez em quando e visão turva, que logo passaram com a continuação do tratamento. Os outros efeitos secundários que permaneceram até à presente data são: tremores, movimentos involuntários ocasionais, boca seca, sudorese e obstipação.

Embora já tivesse lido sobre o assunto, a diminuição do desejo sexual que pude constatar nos primeiros dias, longe de ser indesejada era um alívio para o meu caso pessoal, pois o isolamento provocado pela minha timidez patológica, pelo meu pessimismo e tristeza, a par do aumento da minha faceta obsessiva-compulsiva, tinham-me levado a exagerar quanto ao visionamento de sites pornográficos, leitura de romances eróticos e banda desenhada para adultos, em contraste com a completa ausência de um namoro ou relação amorosa na minha vida.

Este estado de quase permanente excitação sexual prévia à toma dos medicamentos começou a despertar-me um sentimento de intranquilidade constante e de perigo iminente, que me levaram a alimentar-me mal e a dormir de igual modo, sem possibilidade de descansar adequadamente, de modo que a dada altura pensei que estava à beira de enlouquecer com este meu estado erotomaníaco.

De modo que uma pausa de 2 semanas no exercício da minha líbido sexual foi, como disse, muito bem vinda.

Desde cedo que a glande do meu pênis sempre se mostrou muito sensível ao toque, sendo-me então doloroso e desconfortável manter a higiene desta parte do corpo, habitualmente sujeita a irritações e assaduras. Com o tempo, a partir da adolescência, a coisa foi melhorando até deixar de ser problema.

Hoje em dia só me custa tocar na glande após ejacular, como também nos testículos, que ficam meio doridos. Contudo, existe um pormenor anatômico que se mantém e que eu acho relevante para o assunto em questão: é o facto de ter o freio do prepúcio um tanto ou quanto curto, que leva a que quando puxo o prepúcio para trás e ponho a descoberto a glande  este obriga o pênis a curvar (ainda mais) para baixo (especialmente durante uma ereção), notando eu nessa altura que a pele da glande fica completamente lisa e esticada, ao contrário do que sucede após a ejaculação, em que a pele da glande se torna engelhada, como quando mantemos as mãos dentro de água durante muito tempo.

Se esta particularidade constitutiva é suficiente para explicar a minha ejaculação precoce em termos de sensibilização local ou se esta se deve a um fenômeno excitatório do sistema nervoso central é algo que sinceramente desconheço.

Talvez até possa ser uma combinação dos dois factores mas se deseja saber mais acesse o site https://ejaculacaoprecocetratamentocaseiro.com/

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